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"Fake news", boatos e notas falsas: criminosos, loucos e oportunistas

Atualizado: 27 de nov. de 2023

Você lê uma fake news e não compartilha


A maldade, a mentira e a ganância é tão velha quanto a própria humanidade e está diretamente ligada com a temática deste artigo. Frases como: _Estão dizendo..."; "Ouvi dizer..."; _" Eu li não sei onde...";" eu recebi de fontes seguras..." essa é a pior de todas. Nada do que foi citado aqui, absolutamente é verídico, mas sim a forma de entender, principalmente os trechos que interessa guardar e na forma que foi percebida.


Recentemente pedi aos meus alunos que observasse várias materialidades de crimes gravas em câmeras de vigilância, uns com a narrativa televisiva e os outros sem. Os dois grupos tiveram percepção totalmente diferentes, um sendo tendencioso e o outro mais analítico o qual observou as cenas em áudio apenas com a parte visual e dinâmica do crime. Isso mostra que o emissor da notícia faz toda a diferença.


Atualmente as pessoas, seres humanos, indivíduo, usuários não sabem se comunicarem e dialogar principalmente pelo advento da internet de conflitos, cancelamentos e separatismo facilitados pela desconexão e bloqueamento de pessoas discordantes em várias situações. mal sabem ler e escrever inclusive interpretar textos, imaginem serem engolidos por algoritmos altamente elaborados e embutidos com a "perversa" inteligência artificial.


Distinção de nota, notícia falsa, a "fake news"

A notícia falsa na verdade é um erro e não um dolo, então seria uma "errata", e eu concordo com o meu colega e amigo João José Forni que me deu uma brilhante entrevista sobre gestão de crise. A nota falsa feita de forma proposital considero ser uma mentira que decorre de danos leves à grave e até irreversíveis. Até neste sentido conseguiram matar a língua portuguesa, notícia falsa é um erro e ridículo. O sinônimo de notícia é publicar, comunicar, avisar, informar, descrever, anunciar, mas a questão é a fonte, de quem é o verbo. Uma publicação sem fonte, sem neutralidade, sem credibilidade e sem justificativa ou embasamento não é notícia é nota ou boato.



Crimes contra a honra

A honra objetiva vale do julgamento feito por terceiros e a subjetiva é a de si mesmo (ligado diretamente a autoestima). Na honra a objetiva temos a calúnia que é o imputar a alguém fato desonroso e a difamação com a descreditar uma pessoa perante a sociedade em que vive. Na honra subjetiva, temos a injúria que a atribuição negativa de alguém, um xingamento.


No tocante à empresas os boatos e notas são feitos para desonrar a imagens de pessoas estratégicas de marcas e de partidos políticos e sobre artistas, a nota falsa é usada para fins de golpes informáticos.


Objetivos de uma notícia falsa e do boato

Geralmente a nota falsa de pessoas e de empresas em evidência com o objetivo de conspiração, distração e confusão e dentre outros, mas estes são os principais. Através dos crimes citados acima, temos:


Confusão - confundir a mente em massa com mentiras e notas mal elaboradas de pessoas, empresas e fatos.


Distração - distrair a atenção em massa para uma questão enquanto outra é pulverizada ou distrair com outras questões para que atenção que deveria ser dada seja para outra menos importante.

Conspiração - disseminar uma informação para entender a reação de mercado e despencar ou valorizar ações é mais velho que andar para frente quase. Provocar insegurança em empresas que tem e seu negócio esse fator como essencial e dentre outros.



Quando o dolo não é de injúria e sim informático

De curiosidade morreu o gato, e como o ser humano é previsível na sua forma primitiva de ser. Quando não é nenhum destas intenção, então o risco e dolo é através de códigos maliciosos a fim de roubar dados ou lesar de forma financeira enquanto o usuário se "delicia" com a notícia, inclusive disparando códigos maliciosos para que ela transmite a mesma notícia.


Esta estratégia pode ser a porta de entrada para diversos tipos de acesso indevido à sistemas para diversos e inúmeros tipos de dolos e crimes pelo meio informático e virtuais.



As vulnerabilidade "humanas"

Uma das vulnerabilidades humana é a emoção que tira a sua capacidade de razão, ou seja, de cálculo "puro". Alinhada à essa condição, coloco a "estupidez" como uma aliada e talvez condicional para o funcionamento de vulnerabilidade em algumas situações.


Dentro da estupidez, imagino dispensar as atitudes dos quais os usuários digitais e de plataformas de internet, o chamado "ser humano", possa colocar a própria comunidade, família e humanidade em risco com atitudes estúpidas de egoísmo, domínio, poder e e alguns casos de insanidade mesmo, inconsequentes.


O cérebro humano não tem a capacidade de pensar em vários cálculos ao mesmo tempo, ele possui apenas um foco, mas consegue dar atenção para vários, mas o cálculo é somente par um, isso explica o fenômeno de golpes sofridos pelo meio digital e anteriormente pelo telefone no qual são feitos em momento em que a atenção e foco estão direcionados á outras atividades fazendo com que esse cálculo não seja tão bem sucedido na abordagem do golpista, seja por telefone ou pela internet.


Na disseminação no caso de notas falsas tanto a proximidade dos disparos em grupos ou de forma direta para contatos pelo Whatsapp são feitas de forma permissiva e por conhecimento de suposto interesse na nota. No caso do algoritmo pelas redes sociais, a sua análise para impulsionamentos é de acordo com o que você fala (e ele escuta), acessa e interage. O algoritmo "entende" a sua interação e interesse e aí, se instala o caos: raiva, ódio, mágoa, ressentimento, suposta curiosidade de assuntos similares, interações com pessoas proximidade que pode gerar conflitos e etc.



Penalidades e danos

As penalidades são de acordo com os danos que variam de financeiros, de saúde pública, contra a vida e demais bens tutelados pela legislação brasileira. e desta forma as penalidade acompanham os danos. Temos como exemplo as notas falsas sobre a Covidd_19 onde as penalidades são contra a saúde pública e não diretamente sobre o boato. Os danos seriam de auto medicação; óbito; omissão e dentre outros neste contexto.


Um exemplo muito comum com as especulações que refletem e ações de mercado, que sabem e desce, onde pessoas ganham, compra e perdem muito dinheiro com esta "especulação" e nota falsa de ações.


Um outro bom exemplo foi a nota falsa que gerou uma confusão relativo à uma "suposta" senhor que teria participado de um virtual de magia negra. O boato circulou numa plataforma social digital levando à população local a linchar uma senhora parecida com a suposta senhora que supostamente assassinava criança nestes rituais. A senhora que foi linchada e foi à óbito teve a sua morte filmada e foi exposta a exaustão em rede, era INOCENTE.


Nota falsa, Vídeos e propaganda falsas foram uma das estratégias de Adolf Hitler, o ditador austríaco na Alemanha, para angariar e manter apoiadores e vítimas na sua "doentia" visão futurista da SS (crime).



Investigações, métodos e ferramentas do crime de disseminação de notas e boatos criminosos

As notas fala possuem origens que variam desde o mal entendimento de uma mensagem, o dolo e gerar caos e pessoas e até e confusão de mensagens na forma atual de vídeos, textos (intepretação) e imagens (memes).


O ser humano recebe, entende uma mensagem na forma que consegue e repassa na forma que sabe e às vezes lhe convém e sempre foi assim. Mas na era digital a velocidade não permite que o bom senso venha à tona antes do pensamento concluído que vem antes mesmo de compartilhar algo.


A investigação possui estratégia de acordo com a engenharia reversa a fim de se obter a origem , o início destas notas falsas bem como a linha de investigação do dolo ou intenção. Os métodos são o mais importante inclusive para a escolha das ferramentas que apoiam a parte pericial e de inteligência.


A conclusão é que enquanto o ser humano foi analógico as fraudes também serão como as notas falsas e o meio digital criado pelo ser humano continuará e engoli-lo, logo ele é a própria fraude.

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