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LINUÍSTICA FORENSE - "A LINGUÍSTICA FORENSE E SUAS INTERFACES"



As quesitações na opinião de Azzariti, Deusdará e Rocha, sobre ‘a linguística forense e as interfaces dessa ciência investigativa”. A interlocução com o perito se estabelece por meio de uma quesitação. Os quesitos são o âmbito mais concreto da perícia; são formulados pelo juiz e/ou pelas partes, obedecendo sempre aos parâmetros da lide e dos pontos controvertidos.


A produção de um laudo possui os mais variados tipos de avaliação e análise dentro de inúmeras quesitos, identificação de voz, conteúdo de fala, tipologia contextual, especialista em tecnologias, especialista em entonação, identificação de uma fala, transcrição, identificação de referências dêiticas de uma fala, em especial as investigações e solicitações envolvendo investigações policiais e confissões; a detecção de fraudes textuais, marcas e propriedade intelectual; o perfil de testemunhas e jurados; a descrição do perfil do criminoso; as transcrições; a identificação de falantes. As variações no contexto para quesitos formulados para entender atribuição de autoria e os os interrogatórios, por exemplo.


De acordo com a Associação Internacional de Linguística Forense (IAFL), criada em 1993 para monitorar o funcionamento dos sistemas legais em todo o mundo por intermédio de uma melhor compreensão da interação entre a linguagem e a lei a fim de promover desde o estudo da linguagem da lei e dos tribunais, da polícia e prisões; o uso de evidência linguística de diferentes ordens (fonológica, morfossintática, discursiva, pragmática) na análise de autoria e plágio, identificação de falante e comparação de vozes, confissões, perfil linguístico, notas de suicídio, advertência a consumidores de produtos; a redução de desigualdades e desvantagens de ordem linguística perante o sistema legal e o intercâmbio de ideias e informação entre comunidades legais e linguísticas.


O campo de investigação é a língua falada do processo legal - entrevistas policiais realizadas com suspeitos, regras especializadas regendo as interações em tribunais de justiça, problemas criados para testemunhas vulneráveis e dificuldades experimentadas por aqueles que não falam a língua do tribunal. Um exemplo bem elucidativo são as autópsia psicológicas com o quesito de entender se a vítima teve auxílio, indução ou participação no suicídio e também a motivação da vítima.


Atualmente os crimes envolvendo o meio informático e virtual e efetiva autoria do crime obtido pela identidade linguística e formas de linguagem. Os crimes de suicídio motivado por extorsão e chatagem pornográfica, as evidências e materialidades comuns nesses casos são os padrões no envio de fotos seguidos de chantagem, extorsão, vícios de linguagem (nunca formais), nunca em aúdio. Não somente a forma de falar, mas de se expressar: com odio, sob tortura, com raiva, com sarcasmo e dentre outras formas de expor a falta de emparia pela vítima e a ausêncio do freio e filtro social.


No caso essencialmente de crimes sexuais contra crianças na forma de pornografia infantil, adultos se ‘passam por crianças” quando o “Modus Operandi” é de aproximação com ‘simulação’ de brincar de fazer poses, colocar roupas, e poses de fotos onde a criança entender que é brincadeira mas o predador sexual infantil orientação na elaboração do material para uso próprio e distribuição o com o seu bando.


E, aproveitando a argumentação da autora Azzariti, faz-se necessário nesse sentido e caso, entender de psicologia forense e informática de base para que o entendimento do padrão do autor e com o afunilamento da sua presença digital apontar a localização e origem do usuário. aproveitando para enriquecer o trabalho, alguns predadores sexuais utilizam de adolescentes para o acometimento do crime a fim de não facilitar a identificação de autoria, por isso entendo ser interdisciplinar a conclusão de laudos em crimes digitais, em especial, desde que fique claro os métodos e ferramentas para o quesito solicitado.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA AMOSSY, Ruth. La double nature de l’image d’auteur. Argumentation et Analyse du Discours. N. 3, 2009. Disponível em


REFERÊNCIA: UNIVERSIDADE UNYLEYA CURSO: ESPECIALIZAÇÃO EM LINGUÍSTICA FORENSE MÓDULO: ‘TÉCNICA EM LINGUÍSTICA FORENSE’ PROFESSOR: ALAN SILVA DAS VIRGENS RESENHA CRÍTICA: ‘RESENHA SOBRE QUESITOS: A LINGUÍSTICA FORENSE E SUAS INTERFACES, SEGUNDO AZZARITI, DEUSDARÁ E ROCHA’. ALUNA: KARINA A. GUIMARÃES PONTE DATA: 01/07/2023


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