top of page

Desafios mortais em rede: Selfies mortais e estúpidas

Atualizado: 27 de nov. de 2023


O risco de morte e a estupidez


Subir no Monte Everest ou permanecer em locais muito quentes e fotografar não é uma prática nova bem como as mortes e consequências deste desafios.


No Brasil foi sancionada a lei que aumenta a pena para os casos configurados como auxilio ou indução ao suicídio via internet e que é egoístico, torpe e fútil conforme configura a lei, mas nesse caso não configura esta tipicidade de crime e sim a vontade própria junto da estupidez.


330 pessoas morreram fazendo Selfies de 2011 a 2021 em locais como penhascos, locais que geram eletrocução (linhas férreas) e afogamento, sendo este último o mais incidente.


Apenar de não existir um crime específico para este casos de fazer filmagem ou Selfies em situação de alto risco, como penhasco, locais altos e situações de ricos com animais selvagens e locais perigosos, dependendo do contexto pode configurar como indução ao suicídio, caso seja solicitado por um terceiro ao agente que realiza a foto de si mesmo. Se colocada a prática como "desafio" e feito pela internet, configura-se como crime previsto pela lei citado acima. Porém como na maioria das vezes a prática é feito por "adultos", ficaria difícil uma defesa ou acusação de indução ao suicídio de acordo com a Lei de Nº 13.968, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2019.


Algumas prática listadas abaixo mostra essa condição d estar em risco e depois publicá-las e outra em tempo real:



A história das selfies

A origem da palavra "Selfie" se deu na Austrália em 2002 durante um fórum. Os australianos costuma encurtarem algumas expressões, e no caso a expressão "self-portrait", autorretrato em inglês, foi encurtada para "selfie"


E claro, como precursor de muitas práticas, "The Voice", Frank Sinatra aos seus vinte e já fazia as "selfies" assim como inventou o primeiro Clip Musical exposto na TV. Considerada até então como a selfie acredita-se que seja de Robert Cornelius do lado de fora de sua loja de lâmpadas na Filadélfia (EUA). As "selfies" era para poucos.


Modus operandi dos "estúpidos desafios" que resultam em mortes

Os países com maior incidência de "selfies mortais" são: a Índia, os Estados Unidos, a Rússia e o Paquistão. Abaixo listei algumas formas estúpidas de desafia a si tirando foto de si mesmo em locais e em situações altamente arriscados:

  • Nos ombros de outra pessoa no topo de uma chaminé (Romênia);

  • Gavin Zimmerman (19 anos - Austrália) - caiu de um penhasco enquanto fazia uma foto;

  • Tomer Frankfurter (EUA) - caiu de uma altura de 250 metros enquanto registrava uma selfie no Parque Nacional Yosemite ;

  • Nirupama Prajapati - nas pedras ela ao ser esbarrada por um terceiro e tropeçou e caiu nas águas turbulentas abaixo;

  • Guilherme Chiapetti (22 anos, Paraná) sofreu múltiplas fraturas e lesões cerebrais traumáticas após bater a cabeça na Cachoeira da Onça.


E a estupidez não para.



O perfil de quem quer "fabricá-las"

A Selfie de risco feito por adultos e alguns adolescentes é postar um foto de si mesmo, uma selfie, num local e situação de alto risco e postar na internet, como penhascos, desfiladeiros e locais altos e perigosos.



A responsabilidade civil e das plataformas

Os desafios perigosos na internet começaram ainda antes de chegar ainda antes de plataformas como. O site "Danger Selfies" exibe os locais de risco em que se fez selfie e decorrência de morte e também.


A responsabilidade das plataformas é real, porém pouco praticada e assimiladas pelas autoridades e instituições que deveriam cobrar. Se a via da prática de risco é a plataforma on line, logo ela faz parte do processo de risco.


Ervin Punkar faz uma ‘selfie’ sobre uma torre de televisão em Tartu (Estônia).- / CATERS NEWS / CONTACTOPHOTO. fonte: https://brasil.elpais.com/ciencia/2021-10-26/mortes-por-selfies-entram-na-mira-dos-epidemiologistas.html


A falta de percepção da realidade entendo ser como um dos fatores que induzem uma pessoa a este tipo de prática arriscada, onde a sua extensão de realidade é virtual e não física, no momento da prática de risco de morte.


Prevejo uma desgraça quanto ao "esquizofrênico" Metaverso, pois ao imaginar estar voando, a pessoa pode sim achar que voa e cair sei lá de onde, em especial as crianças.


O ser humano á analógico e a tecnologia digital, logo limitada e, é nova junto da sua virtualidade. Sendo analógico jamais pensará de forma digital porque é um ser humano e não uma máquina.


Deixo aqui uma percepção de vida, conteúdo e lembrança nas falas dos profissionais Araquém Alcântara e Valdemar Nocleviz no documentário "Eu Maior" produzido por Paulo Schultz e Fernando Schultz pela produtora própria "Catalisadora" há nove anos. Araquém falou sobre fotografias, suas viagens, as suas experiências e das lembranças que guarda para si e como as carregou na forma de fotos. Ele entende que a sua "matriz criativa, de universo e de compreensão de mundo, surgiu andando muito pelo mundo... agreste, caatinga, florestas e etc.". Araquém afirma: _"O meu trabalho é provocar...; É um momento revelador, fugaz, , um experimentação com Deus, com a beleza...". Reforça e importância da experiência com uma lembrança com ou sem registro na forma de fotografia, mas sim sendo algo pessoal e que devemos fotografar para nós e não para os outro: _"...depois você espalha."


No mesmo documentário o alpinista Valdemar Nocleviz relata sobre sua ida ao Monte Everest, a sua compensação da ida e o olhar dele sobre a questão da proximidade com Deus que o momento da conquista da chegada lhe trouxe. A gratificação de estar no local mais alta do mundo de forma inteligente, sadia e contrárias à que citei neste artigo compreendias como esdrúxulas, estúpidas, doentias, irresponsáveis e sem sentido algum.




Referência bibliográfica:






















Comentarios


Los comentarios se han desactivado.
bottom of page